segunda-feira, 26 de outubro de 2015

LONDRES SEGUNDO DIA

Fizemos mil planos. Acordar e visitar o British Museum e mais alguns lugares turísticos em Londres. De manhã sempre acordamos quase ao mesmo tempo e isso era perto de nove horas da manhã. Um café maravilhoso, feito numa máquina Expresso, o cheiro de café tomando esse lindo apartamento. Cheiro de cigarros também, já que Jan usa o jardim para fumar. Cheiro que não desgosto, ao qual já estou acostumada.
Saindo de nossa casa para o Notting Hill Gate.
Frio mas com perspectivas de sol. E o sol estava sempre presente, daí a temperatura ou a sensação térmica era muito, muito agradável.

Jan estudando mapas e planejando  o dia.
Fomos a Oxford Street e a Regent Street, depois de andar algumas quadras até o metrô Notting Hill Gate (underground, subway, tube como eles chamam em Londres). 
Saímos andando e estávamos em Waterloo Place ao pé da estátua de John First Lord Lawrence, vice-rei da Índia de 1864 a 1869. "How youngly he began to serve his country, how long continue". A frase tirada de Coriolanus, da peça de Shakespeare. Nada sei desse nobre senhor nem de suas bravuras. A foto foi mais estética e de lembranças. 
The Duke of York Column.
Da mesma maneira percorrendo nosso caminho fotografei o monumento ao Duke of York, the Duke of York Column. Os dois monumentos estão no local chamado de Waterloo Place and Gardens, esse especialmente localizado no ponto onde a Regent Street encontra The Mall. O Príncipe Frederick, duque de York, era o comandantechefe do exército britânico durante a guerras com a França no século XIXX. O duque é conhecido numa canção infantil meio satírica de suas lutas.










Adoro monumentos contra o céu e árvores.

Oh, the grand old Duke of York,

He had ten thousand men;
He marched them up to the top of the hill,
And he marched them down again.

And when they were up, they were up,
And when they were down, they were down,
And when they were only half-way up,
They were neither up nor down.







Andamos por quarterões de lindas lojas, troquei dinheiro com uma moça que falava português. Fomos tomar um café, num pequeno restaurante. Quem me atendeu falava português e era de Portugal. Me levou para conhecer uma garçonete brasileira de Goiás. Estávamos em Londres falando português. E Jan: eu não falo português, com aquele sotaque forte de estrangeiro.
Pastel de nata em Londres.

Delícia sempre, pastel de nata.
Descobri pastel de nata, exatamente aquele feito em Portugal. Daí comemos pastéis de nata (confesso que comi dois), ele com café, eu com chocolate quente, o que sempre gosto de pedir fora de casa.







Adoro andar pelas ruas de Londres, ver as pessoas passando, ver a moda, sempre de vanguarda, as lojas, os carros.  Fomos então para a beira do Tâmisa. Esse foi nosso “Thames Day”. 









De repente vimos o London Eye, a gigante roda-gigante na margem sul do Tâmisa, a mais alta da Europa mas não mais do mundo. Acho que é a terceira do mundo, atualmente patrocinada pela Coca-Cola.
Bem próximo fica o County Hall, um prédio que funcionou como sede do Conselho de londres e que abriga atualmente o Sea Life London Aquarium, entre outras atrações turísticas. 


Vimos as pontes, sem cruzar o rio, continuamos na margem sul e descobrimos a beleza das contruções que sediam o parlamento e o famoso Big Ben. 
London Eye na margem oposta do Tâmisa.
Jan Kremer e a paisagem.
Eu e a paisagem.

Waterloo Bridge.
The County Hall e o Sea Life Aquarium.















Westminster Hall, foto tirada por mim.
Caminhando chegamos ao Palácio de Westminster. Nesse palácio, também chamado de Houses of Parliament, funcionam as duas câmaras do parlamento do Reino Unido, a Câmara dos Lordes e a Câmara dos Comuns. Fica na margem norte do Tâmisa, exatamente no lado em que estávamos. A arquitetura é intricada, os edifícios existentes tem mais de mil salas e cem escadarias. A maior parte da construção data do século XIX, permanecendo originais dessa época o Westminster Hall (de 1097) e a Torre das Jóias (Jewel Tower).

O estilo é fenomenal, gótico perpendicular, parte do gótico inglês. Essa não é a foto mais conhecida do Parlamento, sempre fotografado da outra margem do Tâmisa. Por isso vimos por outro ângulo o Big Ben e as torres do palácio.
Na frente dessa construção vemos a estátua equestre de Ricardo Coração de Leão, conhecido como Richard the Lionheart, que reinou de 1189 a 1199. A escultura foi criada pelo Barão Carlo Marochetti, escultor italiano, no século XIX.
Westminster Hall, foto da Wikipédia.















Estátua de Ricardo Coração de Leão.















A Torre Vitória.

A torre mais alta desse complexo monumental é a Torre Vitória, com seus 98 metros de altura, situada no extremo Sudoeste do Palácio, chamada Vitória em homenagem à Rainha Vitória que reinava na época da reconstrução do palácio. A torre guarda os arquivos parlamentares. Na base da torre fica a entrada real para o palácio. E ao lado dela voltados para o rio Tâmisa ficam os jardins da Torre Vitória. Como adoramos parques e jardins e eles sempre fazem parte de nossas andanças claro que visitamos e tiramos fotos desse local.








A Torre Vitória fotografada dos jardins.
Victoria Tower's gardens e eu.
No meio do palácio ergue-se a Torre Central, de 91 metros de altura, uma torre de forma octogonal sobre a parte central do edifício, desenhada para funcionar como uma chaminé para eliminar o ar e a fumaça das lareiras e que diferente das outras tem um pináculo como cimo. Pináculo também significa o ponto mais alto. Uma outra torre menor, na frente do palácio, contém a entrada principal para a câmara dos Comuns, chamada de entrada de Santo Estevão.

No extremo noroeste do palácio fica então a torre mais famosa, a Torre Elizabeth ou Torre do Relógio, conhecida como Big Ben, que mede 96 metros de altura. Essa torre abriga o Grande Relógio de Westminster o Big Ben. Em cada um dos quatro lados da torre fica uma face do grande relógio facetado. O relógio foi desenhado por Augustus Pugin. A torre tem cinco sinos que constituem um carrilhão, que emite uma melodia a cada quarto de hora, chamada de Westminster Chimes, O mais famoso dos sinos é o Big Ben, o Grande Sino de Westminster, que toca a cada hora. 
Big Ben usado para designar a torre e o relógio na realidade é o nome do sino, em homenagem a Sir Benjamin Hall, ministro das obras públicas da inglaterra em 1859, cujo apelido era Big Ben por ser um sujeiro alto e corpulento.
Ainda a Victoria's Tower.




Um ângulo diferente do Big Ben.

Big Ben na torre do Relógio.
A torre do relógio.


Outro ângulo ou mais detalhes.








Queríamos entrar no parlamento, conversar com um dos pomposos guardas, fazer alguma pequena brincadeira. Claro, não pudemos entrar, nem fazer um guarda rir – afinal esse era um dos planos. Andamos um bocado. Vimos finalmente a Torre das Jóias (Jewel Tower). A torre foi construída pelo Rei Edward III entre 1365 e 1366 na parte sudoeste do castelo de Westminster e seu destino suntuoso era guardar a coleção de jóias privada do rei. Foi desenhada pelo mais famoso arquiteto da época, Henry Yevele, toda feita de pedras trazidas em 98 barcos de maidstone para o local. A torre é aberta para visitação pública mas não fomos lá.É fácil falar que vimos tantas coisas. Na realidade pude medir em palmos o que andamos no mapa de Londres. 

Jewel Tower, sobrevivente do palácio velho.
Portões e grades do palácio.
Um poste lindo.

Westbourne Grove Church.
É fácil falar que vimos tantas coisas. Na realidade pude medir em palmos no mapa de Londres o que andamos nesse dia. 

De repente pensamos – por que não voltar para casa? Uma casa em Londres. Em Portobello, em Notting Hill. Uma sensação de bem estar, de não ser estrangeira, de compartilhar a vida dessa cidade efeverscente e acolhedora. Tínhamos ambos um passe para o metrô e não precisávamos comprar um novo. Vamos para casa? Que estranha frase num país estranho. Aconselho todos vocês a fazerem o mesmo e procurarem um lugar que passe a ser seu lar por alguns dias, onde você possa se sentir à vontade, tirar os sapatos, ouvir música, cozinhar, colocar roupas confortáveis, sentar sem fazer nada.


Claro, saímos ainda para procurar um mercado e comprar comida. No caminho, uma igreja, no coração de Notting Hill, em Westbourne Grove.
Westbourne Grove.
Esse mercado era bem perto. Fizemos como os londrinos e compramos comida para aquele dia. Filé mignon que sempre quis fazer para Jan e nunca achei em Portugal. Fogão elétrico, nunca vi tão rápido, quase que queimava o filé. Filé com pasta só na manteiga e queijo parmesão!














No meio do caminho, quase em frente de nossa casa londrina, também tinha um belo carro um Jaguar. Tiramos uma foto e mandamos para Recife, falando que tínhamos alugado esse carro. 
Depois desse jantar, de muita conversa, de muitas risadas, de tanto bem estar, o sono lhe pega pesado, sem sonhos, sem demora.
No dia seguinte você está pronta, esperando o cheiro de café (Jan faz o café, brasileiro, comprado no free shop, numa cafeteira italiana) e pensando qual vai ser o program do dia, que é sempre maior do que o que realmente é feito.



Não sou mais turista, mas uma habitante de Londres, e não temos mais as ganas de andar, visitar, ver, anotar, perder tempo, colecionar informações inúteis.

Tão melhor caminhar, sentir a vida da cidade, parar, absorver a beleza, descansar e na realidade fazer desse turismo uma diversão e um prazer.
Jan em nossa casa esperando o jantar.


Fotos como apêndice do Westminster Palace e de sua localização geográfica em relação ao rio Tâmisa, da Jewel Tower e sua posição em relação ao atual palácio.
Também uma pintura de Joseph Mallord William Turner, pintor ro6antico inglês, que assistiu o incêndio da maior parte do palácio original, em 16 de outubro de 1834. Sobreviveram apenas o Westminater Hall, a Torre das Jóias, a cripta da capela de Santo estevão e os claustros. O palácio foi então reconstruído e escolhido o estilo gótico que incorporporava valores conservadores. Foi escolhido o projeto de Charles Barry e a primeira pedra colocada em 1840.
"The Burning of the Houses of Lords and Commons" de 1835 é uma das pinturas de William Turner sobre o incêndio.
Também Claude Monet, pintor impressionista durante três viagens a Londres entre 1889 e 1901 pintou o palácio de Westminster em diferentes condicões de luz, algumas vezes mergulhado na bruma inglesa, chamada de fog. Uma está na national Gallery of Art em Washington D.C. (The Houses of Parliamente, Sunset, 1903) e a outra no Musée d'Osay em Paris (London, Houses of Parliamente - the Sun Shinning through the Fog, 1904).

Houses of Parliament e suas torres.
Jewel Tower e Westminster Palace.
Jewel Tower.
The Burning of the Houses of Lords and Commons, J. M. W. Turner. 


The Houses of Parliamente, Sunset, Claude Monet.

The Sun Shining through the Fog, Claude Monet.




1 - Oh, The grand old Duke of York - https://www.youtube.com/watch?v=iu8nBaxYWoM

2 - Westminster Chimes e badaladas do Big Ben à meia-noite.


Nenhum comentário:

Postar um comentário